Home Page
Colocar como Home Page
Adicionar aos Favoritos
Recomende o Quioske
Contacto
Newsletter
Editorial | Letras Soltas | Frases Ditas | Gostei, Não Gostei | Entrevista | Palavras Mágicas | Artes | Cartaz | Divulgação
Informática e Internet | Tecnologia e Ciência | Sociedade | Saúde e Ambiente | Desporto | Motores | Boa Vida | Finanças | Arquivo
 
Vanessa Quitério
Maria Henriques
Alexandra Fernandes
Ana Martins
Rita Mendes
 
Autora do blogue Parem as Máquinas - Professora de EMRC - Licenciada em Comunicação Social - http://twitter.com/vanessaquiterio
Comunicação e Marketing

15 de Julho de 2010

OS PARADIGMAS (1.0) DO JORNALISMO


Todos os dias tenho mais de 100 feeds de textos sobre jornalismo para ler. E, para variar, vou acumulando tudo para o fim-de-semana, perdendo por vezes a instantaneidade dos próprios artigos, no seu imediato impacto. Contudo, nada se perde na web e mesmo com sete dias de ‘vida’, os artigos são fresquinhos.

O jornalismo está a mudar e necessita de acompanhar as mudanças. Perante o novo paradigma surge a necessidade de se adoptar posturas de sobrevivência que, a nível dos media, se traduzem na mediamorfose preconizada por Roger Fidler. Numa necessidade de “understand the new media” persiste a sensação de que o antigo media desaparece aquando do aparecimento de um novo e novo meio resiste e arranja forma de se adaptar e melhorar, ultrapassando assim o antigo.

Desta forma temos assistido ao adaptar das novas formas de comunicação, o que de certo modo deveria ser tomado como a evolução revolucionária destes tempos modernos. Em media estas mudanças passam-se num período compelido a uma geração, cerca de 30 anos. E esse tempo, na altura em que estamos, torna-se sufocante, já que assistimos a toda a hora a novos paradigmas e conceitos.

Das duas uma: ou o jornalismo continua virado na bolha 1.0 de se integrar na inevitável prática web, mesmo sendo balofa e desajustada da realidade mediática e dos leitores; ou se transcende e se reinventa, entrando definitivamente no paradigma web da prática jornalística. Não refiro que o papel tem de morrer. Não acredito nisso, só defendo que tem de mudar de finalidade, dando lugar ao imediato uso e abuso da internet como meio de informação.

Pegando num artigo do Paulo Querido, lembrei-me do que escrevi no ano passado, aquando do workshop de Ciberjornalismo que realizei no Porto, pela Universidade Austin Texas, com o professor Rosental Alves. Aos interessados deixo o link do artigo do Paulo, muito pertinente e incisivo: ‘Contas feitas, ó jornalista, sabes quanto vales, sabes, sabes, sabes? 14%‘

Sobre o que escrevi aquando do workshop, algumas linhas: “As mudanças de paradigmas criam as resistências habituais e assustam até os mais cépticos. Por onde vamos? Para onde caminhamos? Como vão ser os jornais em 2020?" Rosental Alves no workshop Online Journalism, Porto 2009

São estas as incertezas que nos empurram para a discussão acesa sobre o estado do jornalismo e o que de novo se pode fazer, nesta era em que o cidadão ganha cunho na organização mediática e se torna um filantropo informativo. No jornalismo de hoje, o maior erro ainda consiste no pensar nos moldes tradicionais e não contemplar na prática diária as ferramentas que surgem como uma espécie de cogumelos, a cada hora que passa. O segredo passa pela reinvenção da prática jornalística e o aproveitamento das novas funcionalidades web, como a cristalização da web 2.0 e o transpor para a web semântica ou web 3.0. Uma das ideias que sustenta esta reinvenção assenta na passagem do Homo Sapiens - Homo Network, onde novas narrativas surgem e se vira o eixo comunicacional para o online e práticas web.”

Em Portugal, ainda existe esta lacuna, de pensar 2.0 em vez de nos agarrarmos a uma prática 1.0 disfarçada (podem ler um texto que escrevi sobre isto no Quioske). Mas os jovens jornalistas já começam a pensar multimédia e descentralizados do âmago da comunicação tradicional. O jornalismo híbrido é a inovação para a qual os jornais avançam e sem retorno, tendem a ser empurrados para lá. Uma mescla entre o antigo e o moderno paradigma assola a prática actual do jornalista, e inquieta também os chamados novos produtores de conteúdos, os cidadãos. É imperativo não falar do jornalismo público, a tendência emergente nos EUA e que tende a influenciar as práticas mundiais. Tomemos como exemplo Daily Kos, The Huffington Post, Tech Crunch, Talking Point Memo, Village Soup, entre outros.

*Este texto foi originalmente publicado no Akademia, projecto online da UTAD.


Share |


 

 

© 2010 quioske.info - Todos os direitos reservados

Proibido copiar integral ou parcialmente qualquer texto ou imagem deste site