15
de Julho de 2010
A
educar é que se aprende. A deseducar também se desaprende
A
educação é um dos meus temas de eleição e,
como tal, não posso escrever sem referir o período que se vive nesta
época do ano. Muitos dos alunos do 11º e 12º anos realizam os
exames nacionais que lhes podem dar acesso aos cursos universitários e,
para além disso, é a altura de balanços de políticas
educativas em curso.
Os
exames nacionais estão a ocorrer sem grandes problemas de maior. Deve ser
a primeira vez em muito tempo que não se falou de forma significativa de
erros em provas, de notas baixas de mais, de facilidades nos exercícios.
Parece que os dias mais atribulados deste sector já passaram, por enquanto.
Não podemos é festejar cedo de mais. Afinal, ainda falta a segunda
fase dos exames.
Há
alguns dias, saíram também os dados do programa Novas Oportunidades,
em que os números de alunos a concretizar o curso são animadores,
embora se destaquem aqui dois lados da questão: se há que referir
todos aqueles que abdicaram de parte do seu dia para mostrar que são capazes
de voltar a entrar numa sala de aula, também há que salientar que
muitas das provas propostas para trabalho podem ser consideradas anedóticas.
E
são os pontos negativos, muitas vezes, aqueles que mais se sobressaem.
É por isso que são poucos os que acreditam na recuperação
económica e na sanidade financeira de Portugal.
Durante
alguns anos, acusou-se a diminuição de exigência nas provas
que permitem aos portugueses ter acesso à universidade. Agora, é
o facilitismo naquilo que dará a parte dos portugueses um grau de escolaridade
mais elevado.
Mas,
como se questiona, valerá a pena subir nas estatísticas sem que
se sinta uma real melhora social? Ou, como se diz também, tudo está
adequado ao que é necessário, já que as exigências
actuais não podem ser comparadas àquelas que eram as das gerações
anteriores?