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GOSTEI, NÃO GOSTEI
Diogo Cavaleiro - Estudante de Ciências da Comunicação - http://twitter.com/diogocavaleiro

15 de Julho de 2010

A educar é que se aprende. A deseducar também se desaprende


A educação é um dos meus temas de eleição e, como tal, não posso escrever sem referir o período que se vive nesta época do ano. Muitos dos alunos do 11º e 12º anos realizam os exames nacionais que lhes podem dar acesso aos cursos universitários e, para além disso, é a altura de balanços de políticas educativas em curso.

Os exames nacionais estão a ocorrer sem grandes problemas de maior. Deve ser a primeira vez em muito tempo que não se falou de forma significativa de erros em provas, de notas baixas de mais, de facilidades nos exercícios. Parece que os dias mais atribulados deste sector já passaram, por enquanto. Não podemos é festejar cedo de mais. Afinal, ainda falta a segunda fase dos exames.

Há alguns dias, saíram também os dados do programa Novas Oportunidades, em que os números de alunos a concretizar o curso são animadores, embora se destaquem aqui dois lados da questão: se há que referir todos aqueles que abdicaram de parte do seu dia para mostrar que são capazes de voltar a entrar numa sala de aula, também há que salientar que muitas das provas propostas para trabalho podem ser consideradas anedóticas.

E são os pontos negativos, muitas vezes, aqueles que mais se sobressaem. É por isso que são poucos os que acreditam na recuperação económica e na sanidade financeira de Portugal.

Durante alguns anos, acusou-se a diminuição de exigência nas provas que permitem aos portugueses ter acesso à universidade. Agora, é o facilitismo naquilo que dará a parte dos portugueses um grau de escolaridade mais elevado.

Mas, como se questiona, valerá a pena subir nas estatísticas sem que se sinta uma real melhora social? Ou, como se diz também, tudo está adequado ao que é necessário, já que as exigências actuais não podem ser comparadas àquelas que eram as das gerações anteriores?


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